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CRIAÇÃO E ARTE: RENATO GUIMARÃES
 
 
 
01/10/2007,16h:29m
Guaratinguetá 9 anos de glórias
9 anos de luta, raça e vitórias! 

Tudo começou ainda em 1998, a cidade com lágrimas nos olhos assistia com tristeza o fim da gloriosa Associação Esportiva de Guaratinguetá, neste contexto, abnegados sonhadores resolvem fundar uma nova entidade esportiva, que levasse o nome da cidade e voltasse a dar alegrias para um torcedor carente de vitórias. Assim começa uma nova história, é fundado no dia 1º de outubro de 1998 o Guaratinguetá Esporte Clube, com as cores da bandeira da cidade e uma imensa vontade de vencer.

 

“A dificuldade era muito grande, principalmente em substituir a Esportiva, a cidade tinha um carinho muito grande pelo “Lobo do Vale”, então foi passado para o torcedor que a Esportiva era inviável (devido às dívidas), assim começamos do zero, com a ajuda de parceiros investidores, recuperamos e estádio e fortalecidos com o apoio do poder público e da imprensa conseguimos conquistar e empatia do torcedor e os brilhantes resultados atuais”, são palavras do segundo presidente da história do Tricolor do Vale, Mário Augusto Rodrigues Nunes, o Marinho.

 

Outro baluarte deste começo de história tem sido o atual preparador de goleiros e primeiro presidente da equipe, João Carlos Fonseca de Paula Santos, o Cacalo. “As pessoas em Guará nos achavam loucos, que era utopia nossa querer um time de primeira divisão na cidade, mas tínhamos um plano e conseguimos”, declara Cacalo que assim como Marinho destaca a desconfiança por parte da torcida como o grande problema nos primeiros anos  de vida do Guaratinguetá.

 

CSR

 

Depois de disputar dois campeonatos amadores na cidade, o Guará em outubro de 1999 promove um badalado coquetel onde é apresentado para todos (inclusive com a presença da mídia esportiva) seus planos, sua organização e a empresa que seria a primeira parceira, a CSR (Empresa encabeçada por Carlos Arini, César Sampaio e Rivaldo) que transforma o então amador Guaratinguetá em uma equipe profissional que começa a disputar a série B-2 (5º divisão) do Paulistão.

 

O primeiro jogo da equipe já como profissional foi um amistoso diante do Taubaté Sub 20, empate por 0x0 e um bom público no estádio “Dario Rodrigues Leite”, curiosamente o Guaratinguetá atuou com camisas e calções da cor azul, uniforme não mais utilizado pelo Tricolor. Essa partida aconteceu em 1999.

 

Em competições oficiais o Guará debutou na Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2000, ficando na segunda colocação da chave. Em 2001 o Guará fez bonito, classificando-se em um grupo complicado (Coritiba, Inter e Paulista de Jundiaí) parando apenas na segunda fase diante do Barueri que terminou como campeão, “foi um jogo atípico jogamos sem dois jogadores importantes (Marcinho e Rodrigo) que estavam suspensos, fizemos um a zero, e logo em seguida tivemos um jogador expulso em seguida caiu um temporal, o jogo foi paralisado e reiniciado no dia seguinte, com um homem a menos levamos a virada”, contou Cacalo que até hoje tem certeza: se o Guará tivesse completo venceria o Barueri e quem sabe, poderia buscar o título.

 

Nesta competição o torcedor pode acompanhar o surgimento de três jogadores que em pouco tempo depois foram jogar em grande clubes e no exterior, Marcinho (que no Palmeiras virou Guerreiro) foi para o Figueirense e posteriormente brilhou com a camisa do Palmeiras, antes de se transferir para o futebol europeu. Triguinho também passou pela equipe catarinense, foi bem no São Caetano e hoje também atua no exterior, assim como Fernandinho.

 

                                                 

Já a primeira competição profissional foi o Campeonato Paulista da Série B-2, logo em sua primeira participação o Guará chegou a decisão do acesso, neste campeonato um jogo não sai da memória de todos os tricolores, a goleada diante do extinto Corinthians Vale em Caçapava. “Tínhamos perdido as duas partidas da fase de classificação, foram duas goleadas. No mata-mata nos encontramos novamente e na primeira partida aqui empatamos por 1x1, lá eles jogávamos pelo empate e tinham certeza que conseguiriam a classificação, até a Rede Globo estava lá pois o Corinthians original atravessava uma fase muito ruim, então o gancho deles seria mostrar um Corinthians vencedor, mas com muita raça, passamos por cima deles e goleamos (3x0) com direito a um golaço do Triguinho”, recorda com um sorriso no rosto Cacalo.

 

“Ali foi o primeiro grande momento do Guará, foi nosso grande triunfo, a torcida foi até Caçapava e jogou junto com o time, a cidade despertou novamente para o futebol e viu que era sim possível ter um grande clube em Guaratinguetá”, relembra o torcedor Fabio Pereira que vibrou nas arquibancadas do estádio Sátiro de Oliveira.

 

Após eliminar o rival regional o Guará chegou perto do acesso logo em sua primeira temporada, na decisão diante do Palmeiras “B”, melhor para equipe alviverde que acabou subindo, mas este primeiro campeonato fez renascer no coração de Guaratinguetá um sentimento que estava adormecido, o Guará já estava ocupando seu lugar no coração dos torcedores.

 

O Segundo ano no profissionalismo já trouxe o primeiro acesso do Guaratinguetá, no ano de 2001 a equipe do Vale do Paraíba fez uma excelente campanha e acabou beneficiada pela criação da Liga Rio-São Paulo, onde os grandes deixaram de participar da série A-1, com isso abrindo vagas para equipes melhores colocadas, sendo assim o Guará na terceira colocação acabou subindo de divisão, em 2002 já disputaria a série B-1.

 

O Segundo Acesso

 

Sem a participação da CSR (que migrou na ocasião para o Figueirense) mas com outro parceiro, o Guará novamente encantou seus torcedores no ano de 2002, em uma competição muito difícil o Tricolor do Vale chegou a semifinal da competição diante do Linense, na primeira partida disputada fora de casa o Tricolor acabou perdendo por 1x0, mas no jogo de volta a torcida lotou o “Ninho da Garça”, uma vitória simples garantiria o acesso, aproximadamente dez mil torcedores vibraram com a vitória por 2x1, gols de Carlos Eduardo e André.

 

“Foi a primeira vez que vi o Dario lotado, lembro com perfeição deste jogo, fizemos 2x0 e tomamos um gol no fim, foi emocionante e assim que acabou a partida a torcida invadiu o gramado pra comemorar”, palavras de Rafael Cotta, que ainda hoje é auxiliar de preparação física.

 

E bate na trave...

Com pouco tempo de estrada e dois acessos consecutivos o Guaratinguetá chegou com moral na série A-3 de 2003, diferentemente das chamadas “séries B”, na A-3 não existia limite de idade, e o Guará acabou contratando jogadores experientes, mesclando com a base que já vinha atuando junta. Em um grupo muito difícil, o Guará desde a primeira rodada brigou pela liderança com Taubaté, Palmeiras “B” e Rio Claro. Com a liderança nas mãos, o Tricolor do Vale deixou escapar a classificação para o quadrangular final nas duas últimas rodadas, quando perdeu em casa para o Taubaté e empatou com então eliminado Osasco, deixando a vaga para o Palmeiras “B”. “Éramos para ter subido junto com o Taubaté, faltou experiência para nossa equipe nas últimas rodadas”, dizia Marinho.

 

Surge Sony!

 

O ano de 2004 é um dos mais significativos para o Guaratinguetá, surge então para o clube um parceiro que entraria para história do futebol valeparaibano, o empresário Sony Albert Douer chega desconhecido e ao lado de Marinho começa um projeto que culminaria com um dos acessos mais comemorados e emocionantes da história tricolor.

 

Depois de se classificar para o quadrangular final, outro velho conhecido do torcedor retorna, Carlito chega à reta final que termina de forma emocionante, na estréia fora de casa o Tricolor do Vale arranca um importante ponto diante do Primavera de Indaiatuba, na segunda rodada diante sua torcida vence o Barretos por 2x0, na terceira rodada um empate indigesto também em casa contra o Sertãozinho. No returno a primeira derrota diante do Touro dos Canaviais por 2x0, jogando em Barretos outra derrota e a classificação fica a perigo. Na última rodada, o Guará jogava em casa diante do Primavera e o Barretos enfrentava o Sertãozinho fora de casa, “precisávamos vencer e torcer para que o Barretos não ganhasse, foi o que aconteceu, saímos perdendo, viramos e na hora que acabou o jogo ficou todo mundo no estádio esperando a confirmação do empate do Barretos, assim que acabou o jogo lá foi uma festa maravilhosa aqui.”, relembra Marcello Zanotti Cacici

 

Quase cai...

 

Empolgada com o acesso e a volta a Série A-2 (A cidade não era representada nesta divisão desde 1988, quando a Esportiva acabou caindo para terceira divisão), a cidade esperou com ansiedade o início da temporada 2005. A dupla Sony e Carlito deixa o Guará e então presidente Marinho acaba anunciando como parceiro nada mais nada menos que o baixinho Romário, “foi uma furada, o empresário dele veio até aqui, conheceu o prefeito, prometeu mundos e fundos e nos deixou na mão, nossa sorte foi que no fim do campeonato o Sony e o Carlito voltaram para nos salvar do rebaixamento”, recorda Marinho.

 

Em campo o Guaratinguetá até começa bem a competição, mas sem a prometida verba do “baixinho”, a equipe acaba encontrando problemas, troca de treinadores e resultados ruins levaram a equipe ter que torcer na penúltima rodada por uma derrota do Flamengo de Guarulhos em Sorocaba para o São Bento, “Havíamos perdido para o Oeste em Itápolis, e ficamos torcendo muito para que o time de Guarulhos perdesse e isso acabou nos livrando, pois na última rodada pegaríamos o Noroeste que lutava pela classificação”, relata Carlito. E foi exatamente o que aconteceu, na última rodada a derrota em casa diante do Norusca acabou não influenciando na posição do Tricolor do Vale.

 

A Reestruturação

 

O ano de 2006 é singular na história do Tricolor do Vale, um ano de mudanças, um ano de conquistas. Com a volta de Sony e Carlito, a chegada de outros sócios: Clementino Bolan, Gustavo Gazzola, Paulo Francêz  a chegada de Eduardo Ferreira na gerencia, e o apoio incondicional do prefeito Junior Fillipo e da secretária de esportes da época, comandada por Angelo Lauria, o Guará começa a montar uma grande equipe, reforços como Nenê e Tobi chegam ao Dario com fama de jogadores especialistas na divisão. Rocha, Yamada, Célio, Júnior, Ale, o Guará montava um time forte, que inicia o campeonato da série A-2 com uma derrota em Barueri, em seguida a equipe se recupera batendo o Nacional em casa por 3x2. Na terceira rodada um susto, uma goleada (4x0) diante do Palmeiras “B” por 4x0 em casa, a recuperação vem nas rodadas seguintes, empate em Piracicaba (1x1) e uma vitória em casa contra o Rio Claro (2x1). Depois a derrota para o Barbarense (que não havia ganhado nenhum jogo) seria um começo de crise, mas essa crise recebeu um bico em uma tarde de domingo quando pela primeira vez o Guará venceu o rival Taubaté (2x1), gols de Rocha e Nenê.

 

Nesta fase o Guará termina em quarto lugar e Carlito relembra que a partida mais importante foi a virada fora de casa diante do Taubaté, “perdíamos por 1x0 e com um jogador a menos, Nenê de falta e Igo Júlio comandaram uma virada memorável”, disse na ocasião o supervisor de futebol Israel Vieira. Pela primeira vez o Taubaté perdia para o Guará em seus domínios, a vitória foi uma injeção de ânimo no Tricolor que ainda goleou a Inter de Limeira (adversária direta na luta pela classificação) por 6x1.

 

Segunda fase

 

Jogando em casa o Guará recebe o favorito Barueri e vence por 2x1, começando com o pé-direito o quadrangular. Depois uma derrota para o União São João em Araras (1x0) e uma belíssima vitória em Rio Preto (1x0) deixou o Guará muito próximo do acesso.

 

No dia 13 de maio a torcida lotou o Dario, mas saiu frustrada, o Rio Preto vence por 1x0 e adia a festa, “não subiríamos com nove pontos, mas ficaríamos perto”, conta o gerente de futebol Eduardo Ferreira.

 

A vitória em casa contra o União de Araras na rodada seguinte deixou o sonho bem próximo, “nos reunimos para esperar o resultado entre Barueri e Rio Preto, se o Barueri não perdesse subíamos com uma rodada de antecedência, mas o Rio Claro ganhou, ficou pra última rodada, como sempre digo aqui é tudo mais difícil”.

 

O dia inesquecível para o torcedor tricolor, o dia do acesso, (20/05) ficou marcado por derrotas. Duas derrotas levaram o Guaratinguetá ao topo do futebol paulista. Jogando em Barueri o Guará perde de virada, mas o Rio Preto deixa escapar o acesso ao ser derrotado para o União em Araras.

 

Festa!

 

A cidade de Guaratinguetá vibrou de emoção, era volta do futebol da cidade à elite do futebol paulista depois de 43 anos de ausência. Na cidade jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes são recebidos como heróis e desfilam em caminhão de bombeiros. Vilson Tadei é o técnico do acesso. O Guaratinguetá subiu com a seguinte formação: Yamada, Geovane, Rocha, Ricardo Villa e Junior. Gilberto, Tobi, Alê e Célio. Nenê e Laécio. Entraram no decorrer da partida: Almir, Vagner Carioca e Laércio.

 

Ainda em 2006, o Guaratinguetá muda sua denominação, deixa de ser um simples clube de futebol e passa a ser clube-empresa, conceito adotado pelos grandes clubes da Europa. Então o Esporte Clube no nome deixa de existir, surgindo o Guaratinguetá Futebol Ltda. Carlito assume a presidência e começa o planejamento para o maior passo, o grande debute tricolor, disputar a divisão de elite do Paulistão.

 

O Paulistão

 

O Guaratinguetá se preparou e muito para disputar a Série A-1 do Paulistão, o técnico Carlos Rabello começou o trabalho ainda em novembro de 2006, depois veio Toninho Cecílio e o Guará terminou a competição com Márcio Araújo. Alguns jogadores do acesso ficaram e reforços foram contratados. O principal nome começa pelo gol, o conhecido Edson Bastos chegava para ser a “Muralha Tricolor”.

 

Na zaga Carlinhos e o prata-da-casa Jéci formaram a dupla de guardiões da Muralha (Rafael Pedro e Odirlei entravam e davam conta do recado quando preciso) nas laterais Geovane e Alex Silva na direita (depois chegou e foi muito bem Nelsinho), na esquerda Galego (saiu durante o campeonato), Júnior e Leandro Smith. Outro ponto forte deste elenco era seus volantes: Tobi, Ale, Magal e Célio jogaram uma enormidade. No setor de criação o futebol arte de Michael e a  maestria de Nenê,  a bomba de Leandro e Caetano.No ataque primeiro com Sandro Goiano (que também saiu antes de acabar, assim como Genilson), Vagner Carioca, Alexandre Pedalada e a dupla explosiva Dinei e Vandinho.

 

Como todos sabem, esse grupo de atletas entrou para história do futebol valeparaibano ao vencer o Noroeste em Bauru e conquistar o título de Campeão Paulista do Interior. Um momento mágico na história do Guaratinguetá. Como se todas as almas guaratinguetaenses estivessem ao lado dos jogadores naquela partida. O Gol salvador de Nenê foi o mais comemorado nos nove anos.

 

Nove anos se passaram e quantas glórias têm o Guaratinguetá. Se os primeiros nove anos foram assim, imaginem os próximos dez...

 

“Por ser um clube novo, e já com tantas glórias, espero que o Guará continue nesta trajetória de conquistas. Hoje é um dia muito especial para nós do Guaratinguetá”, palavras do atual presidente Carlos Arini, o Carlito.

 

“Estou muito feliz, é uma data muito importante, o Guará já é uma realidade no cenário estadual, a cada ano que passa o clube cresce mais, buscamos projeção nacional e internacional. Fico contente em saber que o Guaratinguetá esta crescendo de forma natural, com profissionalismo e bons resultados. Parabéns para a cidade e torcida!”, palavras emocionadas do investidor Sony Douer.

 

Ao lado do presidente Carlito e de Sony Douer, outros investidores que abraçaram a camisa e a cidade: Clementino Bolan e Mauricio Matalon.

 

Parabéns Guaratinguetá!

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